
Jogo NanoQuest | Designer Can Do Interactive | Editora Discover Science and Engineering | Data 2006 | Género Educativo (escolar) | Plataforma PC e Mac, por download ou online.
O NanoQuest é um projecto piloto dirigido a um público escolar entre os 13 e os 15 anos de idade, que pretende despertar-lhes o interesse pela nano tecnologia e pela ciência em geral. Para cativar a chamada “geração da Playstation” foi escolhido como meio um jogo de computador 3D. Para além da diversão e desafio óbvios que o jogo deve proporcionar, associa-se-lhe uma componente educativa (ao nível do seu currículo de ensino escolar) introduzindo conceitos de nano tecnologia (incluindo aspectos de física, química e biologia, tais como elementos químicos, substâncias, electricidade estática, forças magnéticas, etc.) ao longo dos diferentes níveis.
O jogo inicia-se com uma introdução (com opção de skip intro) que é a apresentação da localização tempo-espacial da acção (2008, Dublin, Centre for Nanotechnology Research) assim como dos personagens (Professora D’Arcy, Jack, Orla e o Director Jurgen O’Kelly) e da situação envolvente. De seguida podemos escolher entre dois dos personagens (Jack e Orla) não para nos personificar no jogo, mas para iniciá-lo, pois essa personagem escolhida é que vai ser encolhida a uma nano escala e despoletar a aventura que está associada ao desenrolar do jogo. O jogo destina-se a um único jogador. Suponhamos que foi Orla a escolhida. Ao entrar na Quantum Scaling Chamber, Orla encontra O’Kelly que anda a espiar e a sabotar as investigações de D’Arcy. Ao ser apanhado, O’Kelly fecha Orla na Quantum Scaling Chamber, a qual acciona e Orla fica reduzida a um “nanoninho”. Aqui começa o jogo propriamente dito, em que podemos intervir directamente. Ele será devidamente temporizado e sofrer penalizações de 30 segundos cada.
O jogo desenrola-se em cinco níveis, cada um com uma tarefa específica para realizar. Para jogar, os nossas comandos são as teclas “up”, “down”, “left” e “right” para circulação e a tecla “space” para saltar.A personagem só consegue saltar pequenas alturas portanto é preciso calcular bem o percurso e ir subindo de plataformas mais baixas para alcançar as peças que se encontram nas mais altas. Uma queda entre as plataformas implica 30 segundos de penalização e voltar ao inicio da mesma acção (não necessariamente o inicio do nível).
Para no início de cada jogo irmos directamente para um determinado nível, basta pressionar as teclas “shift” e “1” a “5” respectivamente aquando no menu do jogo.
A comunicação entre os personagens é feita através de sms de telemóvel no início de cada nível. Deste modo sabemos qual a tarefa a cumprir e também alguns avisos sobre cuidados a ter com os obstáculos.
Em cada nível, podemos encontra no canto inferior esquerdo um pequeno mapa que nos indica a nossa posição assim como a dos diferentes obstáculos, bónus e o caminho que devemos seguir para completar o nível. Os diferentes mapas mostram como cada nível se torna cada vez maior e mais labiríntico.
Em alguns dos níveis, encontrar-se-ão umas moléculas vermelhas que estão carregadas e por isso sentem-se atraídas pela nossa presença como um íman e interferem com o nosso jogo colando-se a nós e cruzando-se no nosso caminho.
Em todos os níveis com excepção do terceiro, que se desenrola no AFM (Atomic Force Microscope) podem-se encontrar elementos (bónus) que recolhidos são um incremento à nossa pontuação.
No primeiro nível a acção passa pela personagem, neste caso a Orla, que reduzida a uma nano escala e portanto vê tudo ao nível dos átomos, encontra-se num ambiente “cristalino” e tem incumbida a tarefa de recolher as diferentes peças (sete) para a construção de um nanocar. Existe uma diferença nas cores das plataformas pois cada uma é um material específico e o seu nome vai aparecendo junto do mapa.
O segundo nível, é rápido. Neste caso a personagem Jack (que se encontra em tamanho real) vai ter que encontrar o laboratório de D’Arcy e operar o AFM que lá se encontra para montar as peças do nonacar. Mas a montagem propriamente dita só é realmente efectuada no terceiro nível. O segundo nível tem um particular interesse educacional. De interventivo nosso não requer muito, mas tem muita informação ao nível da nano tecnologia. Acaba por ser um nível de pretexto para o jogador-aluno apreender algumas curiosidades acerca do tema, visitando para o efeito a “nano galeria”. Ao entrar na galeria o temporizador pára, só retornando à contagem assim que se sai da mesma. Isto permite ao jogador-aluno despender o tempo que bem lhe apetecer na galeria. A informação sobre cada objecto (ou tema específico) aparece no ecrã consoante a posição da personagem em relação ao objecto.
No terceiro nível, a nossa visão é dentro do AFM (uma simulação do que será um AFM na realidade) e, no papel de Jack, executar a tarefa de montagem do nanocar por meio da uma ferramenta e juntando as peças no contorno fornecido. Após a montagem, a tarefa está superada e passamos ao próximo nível.
No quarto nível, voltamos ao ambiente atómico em que se encontra Orla. Desta vez ela está no nanocar e a nossa função é manobrá-lo até encontrarmos o “Scaling Wormhole” que é a nossa escapatória. Neste nível existe uma zona bastante difícil de manobrar o nanocar porque a superfície é de um material que se torna escorregadio e o nanocar “parece” não responder aos nossos comandos. Em algumas momentos sofremos uma turbulência que nos pode fazer despistar (em caso de queda… 30 segundos de penalização). Neste nível, se apanharmos todos os bónus disponíveis, temos a opção de entrar no “Quantum Tunnelling Transporter” que nos transporta no tempo e espaço e pode levar-nos ao início e com o contador a zeros. Continuando a evitar as moléculas vermelhas carregadas que nos atrapalham, temos que empurrar as moléculas azuis (que tendem a afastar-se de nós) por um “ralo” para fazer com que a “Scaling Wormhole” apareça e Orla possa sair deste nano mundo e voltar ao normal.
Supostamente seria o fim do jogo, mas O’Kelly volta a fazer das suas e desliga a tomada de electricidade da “Quantum Scaling Chamber” o que provoca um erro no processador (CPU) e que Orla vai ter que reparar para poder sair dali. É esta a tarefa do quinto nível. Num ambiente de micro-chips, Orla tem que recolher três cápsulas do processador (amarela, vermelha e azul) que vão acelerar o CPU. Todo o percurso é feito por plataformas e saltos entre elas. Algumas ficam vermelhas por sobreaquecimento e é preciso evitá-las. Para a cápsula amarela, a maior dificuldade é passar os campos magnéticos. Para a cápsula vermelha é preciso atravessar umas vigas de electrões. E para a cápsula azul, é necessário recolher duas chaves de porcas para isolar o curto circuito que a envolve. Após ter reparado o CPU, Orla pode sair pela “Scaling Wormhole”.
O Nanoquest incluiu mais um nível (externo ao jogo) onde se explora o interior de uma célula. Para a navegação no citoplasma aos comandos anteriormente usados no jogo, acrescentam-se as teclas “Q” e “A” para subir e descer, respectivamente. O objectivo é fazer um “scanning” a seis elementos que constituem uma célula num tempo limite que é o countdown do depósito de combustível disponível, e ir eliminando os vírus antes que estes atinjam o núcleo da célula. Enquanto o “scanning” é feito aparece na parte inferior do ecrã informação sobre esse elemento da célula (tal como acontece no segundo nível, no ambiente da “nano galeria”).
Rita João Espinha #3021

